Nem vamos falar do Carnaval. Ele não aconteceu pra mim. Mas eu já sei como é o carnaval, a sua coisa mais interessante é que as pessoas tomam as ruas. O que faz com que seja bom ou ruim - ou porra nenhuma disso - é o que as motiva a isso. Mas o que eu quero falar, veja bem, não é nada disso.
As coisas da cidade que eu queria falar já me cansaram. Nesse mundo tão esquisito que a gente anda vivendo, querer já é coisa instável. A lógica consumista quer te seduzir com mais um clichê que preencha momentaneamente o vazio da sua existência. O não saber pra onde se vai e o caralho a quatro.
Eu queria te falar de outra coisa. De como a cidade cansa com suas relações trincadas de violência e poder. Redundância. Com seus contrastes tão simbolizados nas nossas atitudes mais cotidianas.
Séculos.
A cidade cansa e eu quero ir embora, morar no mato. Nem que seja perto. A cidade, por outro lado, me instiga, me prende, me interessa, me detecta.
Os seus tipos, as suas falas, o seu desenrole.
Talvez eu não tenha nada pra te dizer da cidade. Eu já não estou tão interessada na paranóia, embora perceba o sinal da paranóia.
Esqueci.
até breve.