é tanta coisa na cabeça que eu não quero nada. vamos flexiblizar,vamos reintentar, vamos tornar proativo. ah, vá se fuder... me dá vontade de dizer. epa! sou eu mesma quem estou dizendo isso. escrevo essa viagem faltando quinze pras 2 da matina. na baía de guanabara um saveiro-festeiro toca funk no maior volume, estou ouvindo aqui de casa. meus pensamentos ficam ainda mais confusos, fico ainda mais agitada, não consigo parar de me comunicar. fiquei quase 4 horas no telefone, falando sem parar. eu não relaxo. bloqueio mental de tanto pensar. e aí a gente fica mais frio. no rio de janeiro, 18 graus.
amplitude térmica alta... é o outono carioca. não vejo muitas folhas caindo... são mais as idéias, derramando-se aos borbotões, sendo desperdiçadas no vento da falta dele. hahah, maldito tempo.
o tempo de uma vida é pouco mesmo. tem que fazer tudo numa certa pressa. por isso que dizem que é desenhar sem borracha. é sem delete, pra adaptar ao tempo de hoje. não dá pra pensar muito, só pra realizar.
tenho tentado construir uma argumentação que culpa a neurose urbana por isso. é um pouco verdade. mas a culpa disso nao está só nas cidades. as cidades também foram modificadas pela mudança do paradigma mundial... e aí sim, agora estou falando da ultra-liberalização. liberalização de economia liberal, o deus-mercado mandou todo mundo calar a boca e comprar um celular novo. é através de pequeninas parcelas de individualismo que juntos construímos um mundo insano que por ser assim provoca nos seus habitantes a tal neurose urbana.
cidades são lugares estranhos de se viver. tem que ser uma espécie de bicho estranho pra viver nessa loucura. seres evoluídos espiritualmente devem ficar em casa vendo filmes e lendo livros. seres da rua são tipos complicados. alguns exus-caveiras soltos, mas também gente de muita ação. a rua, meus caros, é ação.
e eu estou cheia de ação, no calor da minha casa, tentando acalmar o cérebro.
a minha vida já não é a mesma que eu vivi antes. de pouco tempo atrás. agora não é só a cidade. é estar na rua, intererindo na paisagem, querendo mandar mensagem.
a mensagem que eu queria berrar é: acabem com essa puta dessa festa.
sábado, 3 de maio de 2008
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