quinta-feira, 13 de março de 2008

Caro anônimo.

Só para elucidar.
1)Eu não disse que o Xexéo mora no Leblon, embora não soubesse seu endereço. Caso não tenha ficado claro, esclareço. A referência ao Xexéo é porque ele escreve de dentro da bolha, e o Leblon é só um dos muitos endereços contidos dentro da bolha;
2) Se sua vizinha mora no Leblon, você mora também. Você não é tão anônimo assim.
3) Repetindo a mim mesma, a bolha é mais cerebral que geográfica. O fato de que porteiros e garçons passem pelo Leblon ou até vivam aí não muda em nada a desigualdade e indiferença em que vivemos. Aliás, só a torna visível.

Mas não se sinta ferido pelas minhas palavras. Não é o Leblon, são todos... Tenho queridíssimos amigos que moram no Leblon, e espero não deixar de frequentá-los por isso. Outra característica pós-moderna é viver de uma forma a teoria e outra, infeliz, a experiência.

Hoje, querido anônimo, não fui trabalhar. Fui ao Jardim Botânico. Queria ter ficado um pouco mais lá. Realmente muito agradável. Imagine, anônimo, o JB há duzentos anos atrás. Sabe o que eu descobri... os chineses!!! A primeira leva de imigração chinesa foi ordenada por Dom João VI que, interessado em cultivar no Jardim Botânico plantas asiáticas, mandou vir os chineses que se instalaram... tcharam, na Vista Chinesa!

Andando e aprendendo. O Jardim Botânico dá vontade de morar lá dentro. Uma bolha linda, toda verde dentro da bolhona.

Hoje tive ainda uma demonstração da gentileza que ainda existe (pasmada estou eu) ! Um senhor me emprestou seu chaveiro Zona Sul e obtive um desconto de R$ 3, 61. A moça do caixa, muito gentil, fez questão de me mostrar o valor do desconto. Agora eu tenho meu cartão Zona Sul também. Viu, anônimo, não sou tão estranha assim. E viu, o senhorzinho da fila, o mundo não está 100% perdido. Só uns 95%.

3 comentários:

Anônimo disse...

Prezadissima Colega.
De conclusão errada em conclusão errada se vai levando a vida.
Não moro no Leblon. Minha vizinha mora.
Tudo isso simplesmente porque ela é minha vizinha de van. Pega a mesma van que eu.
Ela na Delfim e eu vindo do Vidigal. Sou porteiro de dia e garçon à noite e passo pelo Leblon.
Criamos uma certa amizade, decorrente da convivência. E só.
Mas a tal da bolha pode prescindir de preconceitos, ainda que alguns pareçam positivos.
Por exemplo a ojeriza pelo Leblon, o fato de não ir lá, nem de passagem, pelo simples fato da Luiza Brunet e o Cabralzinho morarem naquelas plagas, é demais.
E o ódio pelos chineses, que coisinha, hein ?
Já o Jardim Botânico é coisa de português, embora os chineses também tenham seus "jardins chineses".
Afinal, onde se viu enclausurar plantas ?
Em tempo: só sou anônimo pela minha falta de relação positiva com essa máquina de fazer doidos que é o computador.

m. disse...

Polêmica na primeira semana de vida!? Fantástico! Polemizar sempre, eis a regra. Mas pode quebrá-la quando quiser.

Seus textos são ótimos, minha cara, mas a capacidade do anônimo de entender o que quer ta foda!

Ódio aos chineses? Luiza Brunet?

Lembro quando li "A hora da estrela". Quando a gente escreve o texto deixa de ser nosso, ganha uma vida, sei lá. Alguma coisa nesse sentido. É isso. A questão é a seguinte: podemos interpretar um texto de diferentes formas sim, mas não entender qualquer coisa dele. Aí é loucura. Ou burrice.

Deixa pra lá... Isso aqui ta quase um post.

Você não pensou que eu ia ficar fora de uma polêmica?

Com amor,

M.

Anônimo disse...

Minha cara ?
Amor ?
Não combinam.
O cidadão, casca grossa, acha que sou burro.
BURRO...
Nesse padrão de discussão, o Mr. m, do retrato prá iaiá, veja só, acha que não cabe polêmica que ele não ganhe, e termina o assunto como se fosse dono das palavras.
Covenhamos, acompanhe-se melhor.